terça-feira, março 25, 2014
Detran vai levar educação para o trânsito a escolas do Paraná
O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) inicia nesta semana uma série de encontros com 1,5 mil professores da rede municipal de ensino de 134 cidades paranaenses. Até o final de março, os profissionais vão participar de palestras para trabalhar temas ligados à educação no trânsito com mais de 42 mil alunos do 5º ano do ensino fundamental.
O objetivo é incorporar o conteúdo no aprendizado das disciplinas de Matemática, Geografia e Português, entre outras. “Trabalhar o trânsito de forma transversal e interdisciplinar, conversando com as demais matérias da grade curricular, é importante para formar condutores mais responsáveis”, explica o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.
Nos encontros, o Departamento vai disponibilizar material didático especifico, com sugestões de atividades para serem trabalhadas dentro e fora da sala de aula, de acordo com o projeto pedagógico desenvolvido em cada escola.
“A ideia é trabalhar os conteúdos de forma que possamos envolver toda a família. Por isso, entregaremos para cada escola participante kits compostos por livros destinados aos professores, alunos e seus pais”, disse o coordenador de Educação para o Trânsito do Detran, Juan Ramon Sotto Franco.
ALCANCE - Em 2014 o projeto atenderá 42.640 alunos e 1,5 mil professores, em 134 municípios paranaenses. Em 2015, as atividades devem chegar a 250 cidades e, em 2016, serão 350 municípios participantes.
“É um projeto grandioso. Como professora, eu sei que a criança nesta idade absorve bem as informações e tem a capacidade de levar o conteúdo e transmiti-lo aos outros”, conta Adriana Andrea Siqueira Souza, professora e secretária de Educação de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.
“Com as aulas será possível abordar as questões de trânsito e formar cidadãos mais conscientes, logo, futuros motoristas mais responsáveis”, disse a professora Maria Braga, de Antonina. “E ainda teremos filhos orientando os pais que forem imprudentes ao dirigir”, completou a colega, Meyriane Delfino de Souza.
Saiba mais sobre o trabalho do Detran em: http://www.facebook.com/DetranPR
Fonte: Assessoria de Comunicação Social
terça-feira, fevereiro 18, 2014
SIMULADOR, NECESSIDADE URGENTE NOS CENTROS DE FORMAÇÃO DE CONDUTORES.
Com ensinamento básico, poucas horas, sem o pleno conhecimento do homem, da máquina e do meio ambiente, dos riscos e adversidades, de atos e condições inseguras concede-se a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), tudo vindo a constituir o principal fator desencadeante da grande sinistralidade no nosso país. Pior, sabemos que 93% dos nossos acidentes são causados pelo condutor.
Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Sabendo dos riscos que uma máquina sobre rodas pode causar, e as estatísticas de sinistralidade comprovando isso, não podemos entender como o estado faz a concessão de uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) quando o candidato sabe apenas dirigir no trânsito a 30 ou 40 Km/h e fazer uma baliza (estacionar). As coisas mais simples são passadas. Esse é o mínimo fornecido nas aulas práticas como ensinamento na formação daquele que ao receber a CNH comemora como se tivesse conquistado um diploma universitário. Falando em curso de qualquer formação, guando o concluímos, somos levados a um estágio com monitores, instrutores ou coisa parecida como uma complementação e o desenvolvimento de habilidades.
No Curso de Formação de Condutores, após término, vamos para o estágio sem monitor ou instrutor e colocamos em prática o pouco que aprendemos em vinte dias (20 h), quase sempre com manias, vícios que adotaremos para o resto da vida já que nem educação continuada (reciclagem) está programada como manutenção da qualidade da atividade desenvolvida na direção veicular. As leis, resoluções, sinalizações surgem a todo o momento e não é dado conhecimento obrigatório ao motorista. Não se conhece os fatores de risco envolvendo o homem, a máquina e o meio ambiente. Acelera-se, freia-se, buzina-se sem o pleno conhecimento da repercussão sobre a saúde. Muda-se de veículo, de direção mecânica para hidráulica, de câmbio comum para o semiautomático ou automático, do freio mecânico para o ABS com informações rápidas fornecidas por um “vendedor”. Vamos para as ruas, sem nenhuma experiência conhecer a real manipulação dos novos acessórios.
Nenhum piloto de aeronave muda o tipo da máquina que está voando para outra sem passar horas no simulador da nova aeronave. É só assim, fornecendo pleno conhecimento da máquina é que vamos formar de maneira consciente e responsável o piloto, o motorista e o motociclista.
Aliás, vale lembrar que o motociclista chega a possuir a carta com treinamento prático em ambiente confinado, sem nenhum conhecimento prático no trânsito. Examinado também em ambiente confinado recebe a CNH e vai praticar o aprendizado individualmente no trânsito louco dos grandes centros.
Parece haver um total abandono a preservação da vida.
O tempo é curto, somente ensinamento básico é fornecido para o aluno transitar. Nada é ensinado com relação aos riscos, adversidades, perigos que serão enfrentados em determinadas situações, de dia, à noite, na cidade e na rodovia. Atividade na chuva, piso escorregadio, neblina, névoa, saber se conduzir diante do ofuscamento, frear o veículo com freio comum e ABS, desviar de obstáculos em situação de emergência e muitos outros. A educação preventiva, defensiva, evasiva aplicada na prática, hoje, não é considerada importante. Ter conhecimentos mínimos de física para entender o ponto de equilíbrio de forças atuantes que levam o veículo à capotagem, a derrapagem e outras situações. O tangenciamento de uma curva. A cinemática do trauma, isto é, quando essas forças atuantes sobre o veículo são capazes de causar lesões ao pedestre, ao passageiro e ao próprio motorista. Tudo compõe uma quantidade e qualidade de ensinamentos necessários a real formação de um condutor.
Hoje, é fornecida a CNH, o motorista recém-formado, acreditando ser portador de todos os conhecimentos necessários, parte para o aprendizado dos riscos e adversidades isoladamente.
Fazer cumprir a Resolução do CONTRAN, nº 444, de 25 de junho de 2013, a partir de 01 de janeiro de 2014, é parte de ações necessárias para cumprir a orientação da ONU para que nessa década tenhamos a redução de 50% dos óbitos no trânsito.
Estou convicto de que é hora do DENATRAN – CONTRAN atuar de maneira veemente na formação de nossos motoristas. Ampliar horas de treinamento, fazer uso obrigatório de simuladores onde todos os atos e condições inseguras, adversidades, riscos, emergências seriam treinados (20h), para dalí, conhecendo os riscos, partir para a atividade prática de rua na área urbana, na rodovia, de dia e à noite (20h).
O instrutor observa e registra todos os erros cometidos, repassando orientação para as respectivas correções. Pode ainda detectar déficit de atenção e múltiplos distúrbios de comportamento que comprometerão a direção veicular. Nesses casos, faria retornar o candidato ou condutor ao serviço médico. Estaríamos ampliando o controle de qualidade dos nossos condutores.
A ampliação da resolução deveria estar voltada para todas as categorias. Hoje, vemos a preocupação de várias empresas da área de transporte dando treinamento em simuladores a seus funcionários. Educar e reciclar é preciso, erros e vícios de direção são praticados sem a percepção do condutor.
O investimento para ampliação de conhecimentos será o principal elemento na boa formação de nossos motoristas bem como o maior redutor da sinistralidade. Teremos, sem dúvida, uma redução acentuada da triste estatística de óbitos, vítimas e sequelados no nosso trânsito. Americanos afirmam que se pode chegar a uma redução de 54% dos acidentes quando são aplicados os simuladores.
Com a limitação do conteúdo programático dado pela legislação (curso insuficiente para as necessidades de hoje), o artigo 153 do Código de Trânsito Brasileiro, ainda, injustamente, impõe punição para os instrutores e examinadores conforme regulamentação estabelecida pelo CONTRAN.
Só existe boa formação quando há investimento e o desenvolvimento tecnológico, hoje, permite irmos muito além de tudo que vemos na formação de nossos condutores.
Só com excelente formação nos aproximaremos do acidente zero.
A ABRAMET TRANSITA EM DIREÇÃO À VIDA.
Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego
Ocupacional da ABRAMET.
Associação Brasileira de Medicina de Tráfego
www.abramet.com.br
dirceurodrigues@abramet.com
dirceu.rodrigues5@terra.com.br
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sexta-feira, janeiro 24, 2014
Entidades afirmam que verba aplicada pelo Detran em campanhas é insuficiente
Enquanto receita cresceu 47,6% de 2012 a 2013, ações educativas receberam 27,85% a mais
Balada Segura é a principal ação preventiva da autarquia no EstadoFoto: Ronald Mendes / Agencia RBS
Cleidi Pereira
Entidades criticam e consideram baixos os investimentos do Detran em campanhas educativas e de prevenção a acidentes no trânsito. Na quinta-feira, reportagem de ZH mostrou que, no ano em que a autarquia aumentou sua arrecadação em 47,6% e o “lucro” em 151,5%, as despesas com ações de segurança cresceram em ritmo menor: 27,8%, totalizando R$ 15,8 milhões.
Gerente institucional da Fundação Thiago Gonzaga, Ana Maria Dall’Agnese acredita que, para uma redução drástica nas estatísticas de mortes nas estradas, é imprescindível que os valores aplicados sejam maiores.
— A campanha publicitária é importante, mas não é uma propaganda que vai fazer com que as pessoas mudem suas atitudes. Precisamos ir além — destaca Ana Maria Dall’Agnese, gerente institucional da Fundação Thiago Gonzaga.
Para ela, as ações de conscientização devem ocorrer não apenas em operações nas ruas, como o Balada Segura, mas parte de um processo permanente, desde a Educação Infantil:
— Enquanto o governo não tirar isso do papel, infelizmente vamos nos conformar com os números de mortes no trânsito. Queremos e precisamos de mais investimentos, e o Estado tem dinheiro para fazer mais.
O advogado Pablo Weiss, membro da Associação de Ciclistas de Porto Alegre, reclama do desleixo do Detran com o segmento. Segundo ele, ações voltadas para promover a boa convivência entre carros e bicicletas — que conta com um número crescente de adeptos – praticamente inexistem.
— Muitos acham que lugar de bicicleta é na calçada, junto com o pedestre, e não na mesma pista de rolamento. Não é o que diz o Código de Trânsito Brasileiro — reclama.
Conforme o presidente do Detran, Leonardo Kauer, desde 2010, houve uma queda de 10% nos acidentes com morte nas estradas. Para este ano, a autarquia projeta investir R$ 34,2 milhões em ações e campanhas de educação para o trânsito.
Caixa reforçado
— No primeiro ano em que vigoraram as novas taxas do Detran, a arrecadação do órgão aumentou 47,6% em relação a 2012, alcançando R$ 1,1 bilhão.
— No mesmo período, o superávit (“lucro”) foi de R$ 430 milhões e, ao parar no caixa único, ajudou o Piratini a bancar despesas gerais.
— A autarquia aplicou R$ 15,8 milhões em 2013 em campanhas de educação no trânsito, valor 27,85% superior ao investido no ano anterior.
— O projeto do Piratini que autorizou o aumento das cobranças do Detran elevou algumas taxas cobradas dos motoristas em até 140%.
As finanças da autarquia
Arrecadação
— 2012: R$ 745 milhões
— 2013: R$ 1,1 bilhão (+ 47,6%)
Despesas
— 2012: R$ 440 milhões
— 2013: R$ 477 milhões (+ 8,4%)
Superávit
— 2012: R$ 171 milhões
— 2013: R$ 430 milhões (+151,5%)
Educação no trânsito
— 2012: R$ 12,3 milhões
— 2013: R$ 15,8 milhões (+ 27,85%)
ZERO HORA
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terça-feira, janeiro 07, 2014
GOOD NEWS
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