sábado, janeiro 17, 2015

Trânsito tem massacre de 12 pessoas a cada 2 horas, diz Alexandre Garcia

Edição do dia 09/01/2015
09/01/2015 

Mortes em acidentes de trânsito aumentam 14% mesmo com fiscalização. Para analista, 'o que intimida é a certeza da punição, não o tamanho'.


Apesar da fiscalização reforçada e dos radares eletrônicos, a violência no trânsito em Brasíliaaumentou. Brasília já foi exemplo nacional de respeito à faixa de pedestre. Hoje tem motorista que ainda respeita mas está longe ser um modelo no trânsito. As infrações são as mais variadas. Vão desde dirigir falando celular até conduzir o carro embriagado. Resultado disso: aumento de 14% no número de mortes em acidentes.
O que intimida é a certeza da punição, não o tamanho da punição. A fórmula em Brasília da mão direita segurando o celular, o braço esquerdo segurando a porta do carro e o pé direito no fundo do acelerador. Todo mundo está chocado com o massacre de 12 pessoas em Paris. No trânsito brasileiro, massacre de 12 pessoas acontece a cada duas horas, o ano inteiro. O seguro obrigatório, o DPVAT, indenizou no ano passado 55 mil mortes no trânsito e 444 mil casos de invalidez permanente.
Brasília era uma ilha nesse mar de sangue. Já não é. Fomos pioneiros no uso do cinto e no respeito à faixa do pedestre. Mas então, alguma mente genial inventou que o pedestre tinha que pedir licença ao motorista para usar a faixa fazendo o tal sinal de vida. Pronto, a faixa, que era do pedestre, passou a ser do motorista.
E aí recuou-se de um processo civilizatório. Ainda assim, a capital do país é o lugar onde mais se respeita a faixa de pedestre no Brasil, embora isso não seja exemplo de situação ideal. Há a cultura de o pedestre caminhar na rua, há a cultura de que quem está dentro de um carro é superior a quem não está.

Nas cidades brasileiras, avós, tios e pais atravessam a faixa de pedestre com o sinal fechado para pedestre, levando os pequeninos pela mão e perpetuando neles esses hábitos não civilizados. Aí, a consequência é a matança, infinitamente superior à matança praticada pelos fanáticos na França.

GUERRA CIVIL NO TRÂNSITO

Claudio Kalleder,  12 de janeiro 

Vivemos uma autêntica GUERRA CIVIL NO TRÂNSITO, no Brasil. Será que esta situação só vai mudar a partir do reconhecimento desta situação e de uma possível intervenção da ONU? 

Em São Paulo, no ano de 2010, tivemos a implantação do Programa de Proteção ao Pedestre (PPP) onde a Prefeitura Municipal foi OBRIGADA, por força de Protocolo de Intensões assinado pelo então Exmo. Prefeito Gilberto Kassab, junto à ONU a tomar providências para tentar diminuir, em um ano, 50 % do número de mortes por atropelamento. Foram criadas pela cidade várias (ZMPPs) "Zonas de Máxima Proteção ao Pedestre" onde intensificaram-se ações de conscientização e de fiscalização. 
O resultado foi positivo, em ganhos de vidas poupadas. Muitos ainda criticaram o programa, alegando ser mais uma ação para alimentar a "Indústria da Multa". Trabalhei por 4 anos em campanhas de divulgação do programa e em palestras de conscientização em empresas de ônibus (os maiores responsáveis por mortes por atropelamentos na Capital Paulista) e eu escutava TODO TIPO DE DESCULPA por parte dos motoristas, na tentativa de culpar SEMPRE o pedestre. 

Seja como for, a exemplo do que aconteceu em São Paulo, acredito que a situação atual da péssima formação de nossos condutores, os "jeitinhos" por parte de quem deveria fiscalizar, só vão mudar caso haja uma interferência da ONU junto ao Governo Federal (Contran). 

Ao menos, OBRIGANDO que se cumpra o disposto no Artigo 76 do nosso CTB, que trata da educação de trânsito nas escolas, em todos os níveis. É de pequeno que se torce o pepino, afinal... E, enquanto isso, QUE DEUS NOS AJUDE....

segunda-feira, janeiro 05, 2015

Punição de acordo com a quantidade de álcool no corpo do condutor.


Em Portugal, através do Código de Estradas, é assim:

As multas para a nova taxa de 0,2 g/l são as seguintes:

0,19 g/l = sem aplicação de multa

De 0,20 g/l a 0,49 g/l = 250 euros + inibição de 

                                        condução 1 mês

De 0,50 g/l a 1,19 g/l = 500 euros + inibição de                                                                     condução 2 meses

Mais de 1,20 g/l = crime, irá a julgamento posteriormente

                               para aplicação de coimas e restrições à
                               condução.

sexta-feira, dezembro 26, 2014

DIRIGINDO EMBRIAGADO (Estará embriagado?!).

Em palestra, alguém perguntou: 
- Professor... Observo que muitos colegas  quando bebem grande quantidade de bebidas alcoólicas (aquelas que contêm etanol) ficam ruins, enquanto outros (como eu), não apresentam alteração alguma. 
E isto ocorre, independentemente da quantidade que ingerir. 

Alguns dizem que não fico bêbado,  pois sou resistente ao álcool/etanol. 

Qual o motivo desta “pseudo dádiva”? (Perguntou-me).

RESPOSTA: - Temos ai um “rosário” para ofertar, e acima de tudo, isto vai incentivar meu desejo de prosseguir. 

Bem, ao contrário da crença comum, determinados indivíduos desenvolvem tolerância ao etanol (que é o tipo de álcool majoritariamente presente nas bebidas alcoólicas),  ou seja, a ingestão de tal substância não lhes traz alterações no metabolismo (reações que ocorrem no organismo), ocasionando, então como resultado, a ausência de efeitos colaterais indesejáveis, uma vez que as suas células efetivamente, adquirem a capacidade de funcionar de forma mais eficaz quando da presença do etanol.

Você achou isso “insano’? 

Espere até ouvir o resto...

Permitam-me então, voltar à questão mais uma vez, porém com mais detalhes que antes.

Apenas agora a ciência começa a entender como e por que o etanol suscita efeitos tão diferentes nos seres humanos.

A primeira causa é “genética”, isto é; 

está escrita no DNA de certas pessoas e diz que, por exemplo, os filhos de alcoólatras são os que toleram melhor a bebida alcoólica/contendo etanol. 
(Simplificando: o etanol não chega a fazer o seu efeito nefasto de forma completa).

A segunda descoberta é na “bioquímica”! 
(Bioquímica é a ciência que estuda os processos químicos que ocorrem nos organismos vivos)

Ok?! 

Então, tente me acompanhar, 
e eu revelarei um velho segredo – tudo bem, um segredo moderno.

Se você possuir certas moléculas no seu organismo (NPY e PKC – épsilon) ou determinadas enzimas (do tipo ALDH – aldeído desidrogenase), você tenderá a ingerir menos etanol de forma involuntária, ou então o transformará (destruirá as suas moléculas) fazendo com que seu efeito seja mais discreto.

Entrem então em sintonia com estes conhecimentos...

Mas para tornar as coisas ainda piores, cabe salientar que a embriaguez também depende de mais fatores, tais como: 
- do estado emocional no momento em que se bebe;
- das expectativas em relação à bebida e
- da situação (jejum ou não) em que o “beber ocorre”.

Embora o conhecimento destes fatos iniciais não vá mudar a sua vida, é preciso que o esclarecimento continue a ser feito. 

E por mais que alguns queiram empurrar este tema para debaixo do tapete do esquecimento, o conhecimento é um risco e então, prefiro presentear vocês com abacaxis do que com flores.

Soube que a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional - Espírito Santo,  durante a segunda semana de novembro, (Momento em que ocorreu o dia Mundial de Combate a Diabetes, comemorado no dia 14/11) informou as autoridades e a sociedade sobre os sintomas da hipoglicemia em diabéticos. 
Situação que frequentemente é confundida com quadro de embriaguez no trânsito.

Tal alerta ocorreu, pois é sabido que não é raro agentes de trânsito, policiais militares e policiais rodoviários federais confundir os sintomas da doença com sinais de embriaguez, já que estes são bem parecidos. 

Entre os sintomas da hipoglicemia destacamos:
- a dificuldade de articular as palavras, 
- desorientação, 
- turvação da vista, 
- tontura, 
- e a mudança de comportamento,... entre outros.

Querem um exemplo de “hipoglicemia grave”?

Foi mostrado durante a maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, quando o mundo inteiro se comoveu com a situação da maratonista suíça Gabrielle Andersen- Scheiss.

Cambaleante e desequilibrada, ao entrar no estádio Coliseu a atleta demorou sete longos e angustiantes minutos para percorrer dramaticamente os últimos 400 metros dos 42 quilômetros da prova, acompanhada de perto pela equipe médica do Comitê Organizador.

Lembram-se?! ( http://youtu.be/CKTjdXyJuYM)

Esse tipo de “constrangimento enganatório” em nosso cotidiano “vial” ocorre, segundo alerta das autoridades, 
e pode ser facilmente abrandado por realizações de palestras para os fiscalizadores da área da mobilidade,  objetivando informar e alertar sobre esta importante variável...

Estou propondo assim um “mínimo denominador comum” da boa vontade!

Mas vou continuar o meu relato nesta via de contra mão, abandonando a ideia de suspense e definir a tal de embriaguez...

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), a embriaguez ou intoxicação aguda é de modo geral produzida por álcool/etanol ou outro produto, sendo uma consequência do uso de uma substância psicoativa, provocando perturbações da consciência, 
das faculdades cognitivas, da percepção, do afeto ou do comportamento, ou de outras funções e respostas psicofisiológicas (que se refere aos reflexos, à postura, ao equilíbrio, à coordenação motora e ao mecanismo de execução dos movimentos).

Volto a enfatizar que, a embriaguez corresponde a um estado temporário de intoxicação da pessoa, provocada pelo álcool/etanol ou substância análoga ou de semelhantes efeitos ( tranquilizantes, narcóticos, entorpecentes – morfina, barbitúricos, calmantes, estimulantes- anfetaminas/rebite, cocaína, heroína entre outros),  que a priva do poder de autoridade de autocontrole, e reduz ou anula a capacidade de entendimento.

Assim, a simples suspeita de embriaguez não é suficiente para comprovar o suposto estado alcoólico alterado. 

A embriaguez, tomando como exemplo “ a embriaguez no trânsito”, pode ser constatada com exame que comprove a quantidade de álcool/etanol no sangue (os resultados mais confiáveis são obtidos por determinação cromatográfica).

E mesmo este exame pode sofrer interferências... 
(Tecnicamente sua credibilidade é considerada “boa”)

Há também mais um fato a considerar, que é o grau de embriaguez... 
(Que creio ser a sua pergunta).

A classificação do grau de embriaguez dependerá não somente do teor de álcool/etanol no sangue, mas principalmente do grau de tolerância individual de quem bebe.

E a tolerância, por sua vez, depende de muitos fatores, tais como:
- idade,
- peso,
- sexo,
- nutrição,
- estados patológicos associados e a,
- habitualidade.


Logo o grau de embriaguez não guarda uma relação direta com a quantidade de etanol utilizada (ingerida); como muitas tabelas relacionam. 
(As tabelas ofertam somente uma estimativa)

... e a estimativa nem sempre nos leva a algum lugar significativo, mas sem ela é claro, não vamos a lugar algum.

Cabe repetir, 
que a quantidade de etanol apresentada pelo indivíduo (teste conhecido como alcoolemia), isoladamente, não é suficiente para determinar o estado de embriaguez alcoólica.

Este estado é sim determinado, por um conjunto específico de evidências.

Dá para entender então, a dificuldade em se mensurar a “embriaguez”?

Um adendo que gostaria de enfatizar, pois o tema já é “conhecido” no meio jurídico é sobre o texto da “Lei Seca” no Brasil. 

Ela trata todos os condutores de maneira igual, mesmo tendo as pessoas comportamento distintos em relação à ação do álcool/etanol no organismo, como vimos anteriormente. 

É tratar igualmente os desiguais.

Esta é “uma das” falhas do texto...
(Mas este é um outro tema)

Então fica o alerta, que para mim é o principal...

Se for dirigir não beba, ou não consuma substâncias prescritas como interferentes em sua capacidade psicomotora e/ou psicológica.

E que assim, espero ter respondido à sua expectativa intelectual...

... e a dos leitores também.

...”Milagre é quando tudo conspira contra, 
mas DEUS vem de mansinho e com um sopro leve, 
muda o rumo dos ventos”.

sexta-feira, dezembro 12, 2014

O Dono da Rua




Massa Crítica Fortaleza

Motorista ignora pedidos do ciclista para sair da ciclofaixa e ainda faz ameaças...