domingo, novembro 20, 2011

Blitz autua 10 motoristas por embriaguez no sul do Estado

Lei Seca20/11/2011 | 20h13

Ao todo, 58 condutores foram submetidos ao teste do bafômetro em Pelotas

 

Blitz autua 10 motoristas por embriaguez no sul do Estado Fabiano Goia/PRF
Foco da operação era frequentadores de festa com bebida liberada no Centro de Eventos Fenadoce Foto: Fabiano Goia / PRF
 
Do final da noite de sábado até o início da manhã deste domingo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fiscalizou mais de 400 veículos que trafegaram pela Avenida João Goulart, em Pelotas, no sul do Estado. Ao todo, 58 condutores foram submetidos ao teste do bafômetro — 10 deles acabaram autuados por embriaguez.

A operação da PRF teve como foco os frequentadores da festa do Décimo, promovida pelos estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal de Pelotas e que oferecia bebida liberada. O evento foi realizado no Centro de Eventos Fenadoce, quase no cruzamento da rodovia que liga Pelotas a Porto Alegre (BR-116) com a rodovia que liga Pelotas a Canguçu (BR-392).

Além das autuações por embriaguez, outros 94 condutores foram notificados por infrações como falta de habilitação e licenciamento do veículo.
ZERO HORA

Motorista foge da polícia e bate em poste de luz na Capital

PRF perseguiu veículo por cerca de 15 quilômetros da BR-116 até a o bairro Sarandi

Uma perseguição de 15 quilômetros que iniciou em Canoas acabou em acidente no bairro Sarandi, em Porto Alegre.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tentou abordar o veículo em alta velocidade na BR-116, mas o motorista fugiu pela freeway. Seis quilômetros depois, ele acessou a Avenida Assis Brasil e atravessou vários sinais vermelhos a 140 km/h, segundo a PRF, até colidir contra um poste de luz na Rua Jackson de Figueiredo.

O veículo, um Hyundai i30 que custa cerca de R$ 50 mil, foi totalmente destruído. O motorista de 34 anos não se feriu. Ele foi preso em razão da fuga e acusado de tentativa de homicídio, porque quase atropelou pelo menos três pedestres, segundo a PRF.

Bebê morre em acidente e pai alcoolizado é preso em Farroupilha

Pai do bebê de um ano e dez meses assumiu ter consumido álcool antes de dirigir

Uma capotagem no início da noite deste sábado na estrada que liga Farroupilha a Nova Roma do Sul (ERS-448), em Farroupilha, matou um bebê de um ano e dez meses. Segundo o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), o pai da criança conduzia o veículo no momento do acidente e perdeu o controle em uma curva na estrada.

O motorista, identificado como Joacir Fernandes Firmes, de 26 anos, foi submetido ao teste do bafômetro que apontou, de acordo com o CRBM, índice de 0,68 miligramas de álcool por litro de ar expelido. A pena prevista para quem for flagrado com mais de 0,3 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões é de seis meses a três anos de detenção.

O bebê, identificado como Yasmim Camargo Firmes, chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. O pai da criança, que não teve o nome divulgado pela polícia, assumiu ter bebido antes do acidente.

Ele foi preso e levado até à Delegacia de Farroupilha. Outras seis pessoas que estavam no carro tiveram ferimentos leves.

quinta-feira, novembro 17, 2011

Senado aprova projeto que destina multa a campanhas no trânsito

O Senado Federal aprovou na manhã desta quarta-feira um projeto de lei que obriga Estados, municípios e a União a aplicarem todos os recursos arrecadados com multas de trânsito em campanhas educativas e sinalização.
O projeto do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) foi aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e em caráter terminativo. Por isso o assunto deve ir direto para a tramitação na Câmara --a não ser que algum senador apresente em cinco dias um requerimento para que o assunto seja apreciado no plenário do Senado.
O texto prevê a alteração do artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro para restringir a aplicação desses recursos em campanhas educativas sobre "direção defensiva, cultura de paz e combate à violência no trânsito e de desestímulo ao consumo de álcool e drogas por parte dos motoristas".
A destinação do dinheiro arrecadado com multas também para a sinalização de trânsito foi incluída em uma emenda do senador Romero Jucá (PMDB-RR), também aprovada nesta manhã.
O Código atualmente prevê que o dinheiro arrecadado com multas precisa ser destinado não apenas para educação e sinalização de trânsito, mas também para engenharia de tráfego, engenharia de campo, fiscalização e policiamento.
Com isso, há margem para que esses recursos sejam usados, por exemplo, em obras viárias e até mesmo para a folha de pagamento --no caso de agentes de fiscalização.

HIPOCRISIA NA BALADA SEGURA

FLAVIO PECHANSKY,PSIQUIATRA, DIRETOR DO CENTRO DE PESQUISA EM ÁLCOOL E DROGAS DA UFRGS E HCPA - ZERO HORA, 14/11/2011

Na madrugada do dia 11, os profissionais do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trânsito e Álcool do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e UFRGS acompanharam os procedimentos do Balada Segura, promovido pelo Detran-RS e desenvolvido por equipes da EPTC e do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar. Seguindo treinamento padronizado, toda a fiscalização é anteriormente treinada exaustivamente para dar segurança a todos, aliada ao cumprimento rigoroso da fiscalização da documentação do veículo, do veículo em si e das condições físicas do motorista abordado.

O que vimos foi uma equipe altamente motivada de fiscais da EPTC, com grande conhecimento dos processos de fiscalização e da legislação em vigor, porém trabalhando em condições adversas. Não me refiro a chuva, a falta de iluminação adequada, lanche etc. Os fiscais não reclamam desse tipo de impacto. Refiro-me à hipocrisia e prepotência de alguns motoristas que foram abordados pelos fiscais.

Na função de observador neutro, vi pessoas mentindo em relação à quantidade de álcool que haviam consumido e imediatamente tendo sua mentira desvendada pelo bafômetro. Vi profissionais liberais declaradamente comunicando que não iriam soprar o bafômetro, e sendo orientados por seus advogados, chamados às pressas ao local da blitz, a não assinarem nada. Ou, achando-se acima do direito coletivo, dizerem que não lembravam se haviam consumido bebidas alcoólicas naquela noite. Vexatório. Constrangedor. Patético.

Os fiscais são extremamente bem treinados. Sabem claramente que os motoristas estão mentindo. Mas estão limitados por chicanas legais referentes ao que seria o direito constitucional que qualquer brasileiro teria de não produzir provas contra si mesmo. O que é um acinte para o cidadão que sofre com o risco de um motorista intoxicado. O ônus da prova não deveria ser do agente fiscalizador, mas, sim, do motorista, que tem a obrigação de provar que se encontra em condições de dirigir, uma vez que recebeu a habilitação para tal como uma concessão do Estado. E esta concessão tem regras – tanto para as condições do veículo quanto para as condições do motorista. Regras que eu vi serem torcidas na noite de quinta para sexta-feira. E que os fiscais veem todos os dias.

Para nós, que temos o compromisso acadêmico de examinar as evidências sob um ângulo desapaixonado, é frustrante ver que os números crescentes de mortes no trânsito podem estar sendo aumentados por atitudes como as que percebemos na noite de quinta. E que a ação coordenada dos fiscais de trânsito e policiais com excelente treinamento escorrega para as laterais do que seria a consciência do bem comum acima do bem individual. Chocante.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A hipocrisia é culpa dos constituintes que fizeram uma constituição esdrúxula e cheia de benevolências; é culpa dos parlamentares que criaram a lei seca "esquecendo" a constituição; e culpa da justiça que deixa de aplicar com severidade a lei seca, alegando dispositivo constitucional que abriga o interesse individual em detrimento da público.