segunda-feira, outubro 08, 2012

É PRECISO MULTAR, SIM!


Rogério Mendelski 

Multas no trânsito sempre serão punitivas aos que desrespeitam o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e elas, com raríssimas exceções, devem ser aplicadas, sim senhor, por que somos mal educados e contumazes desrespeitadores das regras civilizadas sobre como devemos nos comportar na direção de um veículo. Acredito que fazemos parte de uma geração que não teve a educação necessária sobre trânsito a qual iniciaria como disciplina curricular em todos os bancos escolares. 
A prova de nossa péssima educação nas vias públicas começa quando ocupamos vagas com destinação específica para idosos e portadores de deficiência física, ou quando estacionamos de qualquer jeito nas áreas dos shoppings e supermercados. 
No entanto, a evidência inquestionável da falta de limites no respeito ao CTB está na estatística macabra das mortes “motorizadas” no Brasil. O dado mais recente da nossa tragédia registra 43 mil vítimas fatais por ano, sem documentar mortes posteriores dos que ficaram feridos nos acidentes. Essas 43 mil vidas são as constatadas no momento dos acidentes, e um terço delas por excesso de velocidade esgarçando aí a irresponsabilidade dos assassinos do volante. Houvesse uma fiscalização eficiente – equipamentos eletrônicos (eu sei, eles irritam, às vezes, pela quantidade, mas onde eles se localizam, vidas são salvas) e policiamento efetivo – é possível de se deduzir que quase 15 mil vidas seriam poupadas todos os anos. 
Uma guerra ao menos por ano, já que os dados atuais das mortes no trânsito são comparáveis três conflitos sírios anuais. Então que conversa é essa que somos um povo cordial, alegre e pacífico se nos matamos, todos os dias, no trânsito, muito mais do que em qualquer guerra em andamento no planeta? O Brasil não precisa de tropas da ONU, mas necessita, com urgência, de fiscalização humana e eletrônica nas cidades e nas rodovias. Infelizmente, a má educação exige repressão severa: cadeia direta aos infratores e multas que abalem o orçamento doméstico dos irresponsáveis.

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